Dr. João Jorge Cabral Nogueira
Desde os primórdios da civilização e até essa época a ciência de cura era exercida por curandeiros, pajés, sacerdotes, etc. A medicina evoluiu com a pretensão de dar todas as respostas às doenças com suas devidas curas. Contudo, infelizmente isso não aconteceu. Novas doenças apareceram e a luta é e será interminável. Novos antibióticos, novas bactérias, novas vacinas, novos vírus e assim por diante.
Com o advento da física quântica, na qual pela teoria do holograma a parte contém o todo e o todo contém as partes, houve um retorno ao conceito de que todos somos UM, conceito este das tradições religiosas de Unicidade.
A ciência hoje está dividida entre aqueles que querem manter a sua visão materialista e aqueles que querem voltar à origem, fazendo com que ciência e espiritualidade andem juntas, de mãos dadas.
Para escrever o meu livro Ciência e Espiritualidade1, pesquisei 1.300 trabalhos sobre o tema e somente dois afirmavam que a espiritualidade atrapalhava a cura dos pacientes. Todos os outros eram unânimes em declarar que pessoas com fé curavam-se mais rapidamente do que aquelas que não a possuíam. Ao ler esses dois trabalhos, verifiquei que as pessoas em que as doenças levavam mais tempo para a cura eram aquelas que acreditavam serem causadas pelo castigo de Deus, castigo esse inserido em suas mentes por crenças de seus dirigentes espirituais, família, etc. Assim, para termos uma boa saúde a espiritualidade em muito nos ajuda.
Somos seres trinários, compostos por corpo, mente e alma. A doença pode afetar um ou mais desses níveis. Logo, para haver a cura necessitamos perceber em quais níveis a doença encontra-se instalada. Imagine uma doença manifestada no corpo. Se você ficar impossibilitado de trabalhar, aí já afetou sua mente, você já poderá ficar nervoso. E se não tiver fé que vai se curar, a doença pode progredir até um desfecho fatal, dependendo da gravidade da mesma. Porque isso? Quando uma doença se instala, apresenta uma progressão que depende de vários fatores, como estado do biocampo, presença de agentes agressores, como parasitas, metais pesados, excesso de energia eletromagnética que afetam a nossa imunidade… Estudos científicos já comprovaram que a alta imunidade é o que nos proporciona uma cura mais rápida; por outro lado, uma imunidade baixa certamente dificulta a cura.
E o que origina a imunidade? Não é só a genética como se pensava antigamente. Além da genética temos os fatores ambientais e emocionais. Dentro dos fatores ambientais, temos os alimentos industrializados cheios de conservantes, estabilizantes; os pesticidas e os agrotóxicos, que são verdadeiros venenos para o nosso corpo. Quanto aos fatores emocionais, pensamentos negativos abaixam a imunidade e pensamentos positivos a aumentam. Como pensamentos geram sentimentos, os sentimentos negativos abaixam a imunidade e sentimentos positivos aumentam nossa imunidade.
Então o pessimista fica mais doente ou leva mais tempo para se curar da mesma doença que um otimista… Pense nisso!
Eu separei, apenas didaticamente, mas sabemos que os fatores ambientais estão juntos com os emocionais.
Vejamos, por exemplo, a água. A água com pH baixo ou ácido aumenta a chance de pegarmos doenças. Já com um pH alto ou alcalino diminui a chance de pegarmos uma doença.
Você sabia que as nossas emoções podem modificar a estrutura da água para doença ou para nossa cura? Um cientista japonês, Masaru Emoto2, pegou água de fontes contaminadas, congelou-as e observou seus cristais num microscópio. A estrutura era disforme, aleatória, desorganizada. Depois pegou água de fontes limpas e de santuários sagrados, como o de Lourdes. Observou que em suas moléculas formavam-se lindos cristais em mandalas. Então fez experiências mediante a emissão de sons diretamente sobre a água, com músicas de Mozart e com heavy metal. Imagine quais ficaram com cristais em forma de mandala? A que foi exposta a música de Mozart. A água exposta à música heavy metal teve a sua estrutura totalmente desorganizada e deformada. Finalmente, ele fez um experimento simplesmente escrevendo no rótulo de garrafas de água palavras positivas, como eu te amo, e palavras negativas como eu te odeio. Novamente as palavras positivas geraram lindas mandalas e as negativas um caos total. Qual conclusão podemos chegar? Que nossos pensamentos e sentimentos modificam as moléculas de água, não apenas a que bebemos, mas da água que forma nosso corpo (70% do nosso corpo é água). Esse é um belo caminho para trilharmos: sempre que formos tomar água é saudável agradecer as mãos que o trouxeram até você, desde a fonte que foi colhida até chegar ao seu corpo.
Enfim, para termos saúde é necessário cuidar de nossa trindade. Para o corpo, boa alimentação e exercícios físicos. Para a mente, pensamentos e sentimentos positivos. Para a alma, meditação e oração.
Dr. João Jorge Cabral Nogueira – Médico psiquiátrico e psicoterapeuta, especialista em psicoterapia e hipnose. Diretor Médico do Espaço Terapêutico Flor do AmanheSer de Medicina Integral, fundado por ele e sua esposa. Professor do curso de Pós-graduação de Psicologia Transpessoal, pela Faculdade de Ciências Sociais de Belo Horizonte em convênio com o Instituto Renascer da Consciência. Professor do Curso de Pós-graduação de Hipnose Clínica da Universidade Celso Lisboa, convênio com o Instituto Brasileiro de Hipnose no Rio de Janeiro. Membro do Colégio Internacional dos Terapeutas, da União dos Analistas Transacionais do Brasil, da Internacional Society of Hypnosis, da Associação Brasileira de Psiquiatria e da Associação Brasileira de Psicoterapia.
- NOGUEIRA, João Jorge Cabral. Ciência e Espiritualidade. Um elo que nunca se perdeu. Ed. Flor do AmanheSer, Rio de Janeiro, 2015.
- EMOTO, Masaru. Mensagens da água. Editora Isis, 2004.